“Minha Paris Inesquecível” 7 de dezembro de 2017

Escritor Airton Ortiz traz dicas exclusivas e bem particulares de viagem para os Clientes Preferenciais

Envolta em uma aura de mistério, como toda alma feminina, Paris mais esconde do que mostra. Como uma escultura impressionista de Rodin, não é fácil definir seus contornos. Amplos boulevards são apenas disfarces para nos despistar dos segredos espalhados pelas ruelas medievais.
Há que se descobrir. Por dentro, com tempo.

Tomar um café no Les Deux Magots, em Saint-Germain-des-Prés, outrora frequentado por Sartre; comprar flores para a namorada no Marché aux Fleurs, o mais antigo da cidade e cenário de 10 em cada 10 filmes românticos rodados em Paris; vasculhar os sebos na lendária Livraria Shakespeare & Company, no Quartier Latin; ouvir jazz da melhor qualidade nos porões do Club de jazz Caveau de la Huchette, na Rive Gauche.
Tudo très chic.

Imagine uma galáxia remota, num futuro distante, um concurso para escolher o símbolo dos mundos. Ganharia a Tour Eiffel. Monumento mais visitado do planeta, admire esta obra art nouveau do Jardins du Trocadéro, a praça em frente, o melhor lugar para observá-la, e concordará comigo. E se for de noite, melhor: sua estrutura, iluminada por vinte mil lâmpadas, pisca de hora em hora, durante cinco minutos.
Afinal, estamos na Ville Lumière.

Você é um cara apressado? Então se imagine parado um minuto em frente a cada obra de arte do Musée du Louvre. Só um minuto. Assim, com toda essa presa, reserve nove meses da sua vida. Ainda sairá sem conhecer a metade do acervo, as peças que não estão à vista do público. Então, faça uma lista; e vá em frente.
Todas começam com o óbvio: Mona Lisa, Vênus de Milo… Vistas as celebridades, partimos para o gosto pessoal de cada um. Busco o Código de Hamurábi, algo que me fascina desde sempre. Hamurábi governava a Caldeia, isso lá pela época de Abraão, e resolveu criar uma lei, veja só. O código era um horror, não espalhava justiça, mas a vingança do dente por dente, olho por olho. Mesmo assim, foi a primeira lei criada pela sociedade humana. Talhado numa rocha, acabou em Paris.
Bem na minha frente!

Museu do Louvre

Se você acredita em Deus, ótimo; se não acredita, não faz mal. A Cathédrale de Notre-Dame de Paris é adorada por motivos profanos. Obra prima da arquitetura gótica francesa, a mim impressiona, em especial, a rosácea da face oeste, sobre o Portal do Julgamento Final. O vitral mostra profetas, juízes, reis e padres venerando Nossa Senhora em quadrinhos vívidos de azul e violeta.

Ainda na Île de la Cité, onde a cidade nasceu, está a pequena Sainte-Chapelle. Seus quinze imensos vitrais, divididos em mais de mil cenas representando histórias bíblicas, são encantadores. Vistos quando o sol os ilumina e os raios de luz entram na igreja filtrados por suas cores, é o mais perto que se pode chegar da beleza absoluta. Experiência única, deve ser desfrutada pelo menos uma vez na vida.
Em média, espera-se duas horas para comprar os ingressos. Mas, há um atalho. Como sempre. A fila em frente à bilheteria de La Conciergerie (onde Maria Antonieta esteve presa) é bem menor, quase mínima. E, melhor: compram-se ali tíquetes combinados para visitar os dois lugares, evitando, assim, a fila da Sainte-Chapelle.

Aproveite para saborear um tartine na taverna Henri VI, na Place du Pont Neuf. Esses sanduíches abertos, típicos de Paris, são uma delícia; pois levam o toque da sofisticada cozinha francesa. Escolha um com salmão e peça um cálice de vinho.
Vinho da casa.

Outra ironia da cidade é o Arc de Triomphe. Mandado construir por Napoleão, para suas tropas passarem sob ele quando voltassem das conquistas, nunca foi utilizado como tal. O próprio imperador cruzou-o uma única vez, e já morto, quando seu caixão foi transferido para a Église du Dôme, nos Invalides.

Arco do Triunfo

Pode-se subir para apreciar a Avenue des Champs-Élysées em toda a sua extensão. Mas deve-se olhar com especial carinho La Marseillaise. Entalhada em pedra, em uma das laterais do arco, a escultura retrata os soldados voluntários reunindo-se sob as asas da Vitória antes de partirem para a guerra.
Mas Paris não é só monumentos.

Comprar pão, queijo e vinho é uma arte. Na França, uma arte requintada. Há uma boulangerie em cada esquina, 1.200 padarias espalhadas pela cidade. Haja farinha. A Le Grenier À Pain já ganhou o prêmio de “melhor baguete de Paris” e seu croissant ficou em terceiro lugar.
Na estreita rue Mounffetard, conhecida como a despensa de Paris, está a Fromagerie Androuet, onde compro um Fromage à pâte dure. Entre os melhores queijos estão o beaufort, feito com leite de vaca, com textura granular e um leve sabor frutado, da região de Rhône-Alpes, e o comté, o meu preferido ─ feito com leite de vaca cru na região de Franche-Comté.

O La Cave des Abbesses é um dos melhores bars à vin de Paris, boutiques especializadas em vinho, onde se pode degustar a bouteille antes de levá-la para casa. São similares às caves à manger, pequenos restaurantes que vendem comida acompanhada com uma taça de vinho.
Compro algumas lembranças nos bouquinistes. As bancas, enfileiradas nas duas margens do Sena, atraem turistas e moradores com livros, pôsteres, estampas de pinturas iconográficas, mapas e todo tipo de souvenir. Os próprios sebistas parecem ter saídos da prancheta de Toulouse-Lautrec.

Bouquinistes nas margens do Rio Sena

Me despeço de Paris com chef-d’oeuvre: almoço no Le Procope, o mais antigo café da cidade. Ele recebeu seus primeiros clientes em 1686, e era frequentado por Voltaire, Molière, Balzac, Diderot e Rousseau. Entre outros artistas e intelectuais.
Escrutino as opções e me decido pelo menu completo. Entrada: Terrine de champagne à l’Ancienne. Prato principal: Filet de Merlu à l’Espagnole. Sobremesa: Coup sorbet poire. Acompanho com uma taça de St-Émillon gran cru.

Preciso dizer que foi inesquecível?

Saiba mais sobre a promoção “Paris Inesquecível”, que pode levar você e um acompanhante para viver este sonho!

Veja também como consultar seus números da sorte






“Minha Paris Inesquecível”

07 de dezembro de 2017

Escritor Airton Ortiz traz dicas exclusivas e bem particulares de viagem para os Clientes Preferenciais

Envolta em uma aura de mistério, como toda alma feminina, Paris mais esconde do que mostra. Como uma escultura impressionista de Rodin, não é fácil definir seus contornos. Amplos boulevards são apenas disfarces para nos despistar dos segredos espalhados pelas ruelas medievais.
Há que se descobrir. Por dentro, com tempo.

Tomar um café no Les Deux Magots, em Saint-Germain-des-Prés, outrora frequentado por Sartre; comprar flores para a namorada no Marché aux Fleurs, o mais antigo da cidade e cenário de 10 em cada 10 filmes românticos rodados em Paris; vasculhar os sebos na lendária Livraria Shakespeare & Company, no Quartier Latin; ouvir jazz da melhor qualidade nos porões do Club de jazz Caveau de la Huchette, na Rive Gauche.
Tudo très chic.

Imagine uma galáxia remota, num futuro distante, um concurso para escolher o símbolo dos mundos. Ganharia a Tour Eiffel. Monumento mais visitado do planeta, admire esta obra art nouveau do Jardins du Trocadéro, a praça em frente, o melhor lugar para observá-la, e concordará comigo. E se for de noite, melhor: sua estrutura, iluminada por vinte mil lâmpadas, pisca de hora em hora, durante cinco minutos.
Afinal, estamos na Ville Lumière.

Você é um cara apressado? Então se imagine parado um minuto em frente a cada obra de arte do Musée du Louvre. Só um minuto. Assim, com toda essa presa, reserve nove meses da sua vida. Ainda sairá sem conhecer a metade do acervo, as peças que não estão à vista do público. Então, faça uma lista; e vá em frente.
Todas começam com o óbvio: Mona Lisa, Vênus de Milo… Vistas as celebridades, partimos para o gosto pessoal de cada um. Busco o Código de Hamurábi, algo que me fascina desde sempre. Hamurábi governava a Caldeia, isso lá pela época de Abraão, e resolveu criar uma lei, veja só. O código era um horror, não espalhava justiça, mas a vingança do dente por dente, olho por olho. Mesmo assim, foi a primeira lei criada pela sociedade humana. Talhado numa rocha, acabou em Paris.
Bem na minha frente!

Museu do Louvre

Se você acredita em Deus, ótimo; se não acredita, não faz mal. A Cathédrale de Notre-Dame de Paris é adorada por motivos profanos. Obra prima da arquitetura gótica francesa, a mim impressiona, em especial, a rosácea da face oeste, sobre o Portal do Julgamento Final. O vitral mostra profetas, juízes, reis e padres venerando Nossa Senhora em quadrinhos vívidos de azul e violeta.

Ainda na Île de la Cité, onde a cidade nasceu, está a pequena Sainte-Chapelle. Seus quinze imensos vitrais, divididos em mais de mil cenas representando histórias bíblicas, são encantadores. Vistos quando o sol os ilumina e os raios de luz entram na igreja filtrados por suas cores, é o mais perto que se pode chegar da beleza absoluta. Experiência única, deve ser desfrutada pelo menos uma vez na vida.
Em média, espera-se duas horas para comprar os ingressos. Mas, há um atalho. Como sempre. A fila em frente à bilheteria de La Conciergerie (onde Maria Antonieta esteve presa) é bem menor, quase mínima. E, melhor: compram-se ali tíquetes combinados para visitar os dois lugares, evitando, assim, a fila da Sainte-Chapelle.

Aproveite para saborear um tartine na taverna Henri VI, na Place du Pont Neuf. Esses sanduíches abertos, típicos de Paris, são uma delícia; pois levam o toque da sofisticada cozinha francesa. Escolha um com salmão e peça um cálice de vinho.
Vinho da casa.

Outra ironia da cidade é o Arc de Triomphe. Mandado construir por Napoleão, para suas tropas passarem sob ele quando voltassem das conquistas, nunca foi utilizado como tal. O próprio imperador cruzou-o uma única vez, e já morto, quando seu caixão foi transferido para a Église du Dôme, nos Invalides.

Arco do Triunfo

Pode-se subir para apreciar a Avenue des Champs-Élysées em toda a sua extensão. Mas deve-se olhar com especial carinho La Marseillaise. Entalhada em pedra, em uma das laterais do arco, a escultura retrata os soldados voluntários reunindo-se sob as asas da Vitória antes de partirem para a guerra.
Mas Paris não é só monumentos.

Comprar pão, queijo e vinho é uma arte. Na França, uma arte requintada. Há uma boulangerie em cada esquina, 1.200 padarias espalhadas pela cidade. Haja farinha. A Le Grenier À Pain já ganhou o prêmio de “melhor baguete de Paris” e seu croissant ficou em terceiro lugar.
Na estreita rue Mounffetard, conhecida como a despensa de Paris, está a Fromagerie Androuet, onde compro um Fromage à pâte dure. Entre os melhores queijos estão o beaufort, feito com leite de vaca, com textura granular e um leve sabor frutado, da região de Rhône-Alpes, e o comté, o meu preferido ─ feito com leite de vaca cru na região de Franche-Comté.

O La Cave des Abbesses é um dos melhores bars à vin de Paris, boutiques especializadas em vinho, onde se pode degustar a bouteille antes de levá-la para casa. São similares às caves à manger, pequenos restaurantes que vendem comida acompanhada com uma taça de vinho.
Compro algumas lembranças nos bouquinistes. As bancas, enfileiradas nas duas margens do Sena, atraem turistas e moradores com livros, pôsteres, estampas de pinturas iconográficas, mapas e todo tipo de souvenir. Os próprios sebistas parecem ter saídos da prancheta de Toulouse-Lautrec.

Bouquinistes nas margens do Rio Sena

Me despeço de Paris com chef-d’oeuvre: almoço no Le Procope, o mais antigo café da cidade. Ele recebeu seus primeiros clientes em 1686, e era frequentado por Voltaire, Molière, Balzac, Diderot e Rousseau. Entre outros artistas e intelectuais.
Escrutino as opções e me decido pelo menu completo. Entrada: Terrine de champagne à l’Ancienne. Prato principal: Filet de Merlu à l’Espagnole. Sobremesa: Coup sorbet poire. Acompanho com uma taça de St-Émillon gran cru.

Preciso dizer que foi inesquecível?

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